ACONTECE NO MPHU

Estrutura de Hemodiálise do MPHU é referência na cidade

09/04/19

O Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU) conquistou o credenciamento quanto à nova adequação do serviço de Terapia Renal Substitutiva (TRS) – Hemodiálise - feita pelo Ministério da Saúde. A portaria nº 1675, publicada no Diário Oficial em junho do ano passado, contém novos critérios para a organização, funcionamento e financiamento do cuidado com a pessoa com Doença Renal Crônica (DRC).

Umas das alterações dentro da portaria é o dimensionamento de pessoal para o atendimento aos pacientes portadores de DRC. “Consta agora a necessidade de um técnico de enfermagem para atender seis pacientes por turno, um enfermeiro nefrologista para 50 pacientes por turno e um médico nefrologista para 50 pacientes por turno”, conta a enfermeira Carolina Gonçalves Lopes.

Desde o final do ano passado, a assistência em hemodiálise do MPHU aumentou em 100%, após o fechamento do Hospital São José. “Nós atendemos mais de 70 pacientes (entre SUS e convênio). Além disso, dialisamos também pacientes portadores de hepatite B e C (que requerem cuidados especiais) ”, explica o coordenador do Serviço de Nefrologia, Diálise e Transplante Renal do MPHU, médico nefrologista Fabiano Bichuette Custodio.

Sobre a estrutura, o médico nefrologista explica que o MHU conta com máquinas de hemodiálise modernas, que calculam a eficiência do tratamento em tempo real. “O hospital dispõe de um ótimo tratamento de água, garantindo a qualidade e segurança ao paciente para boas sessões de hemodiálise. Tudo isso em um ambiente climatizado, humanizado e com atendimento de uma equipe multiprofissional”, continua.

O MPHU teve a hemodiálise credenciada ao SUS em 2017. O hospital é um dos três locais da cidade que oferecem o tratamento e conta com uma equipe multiprofissional de nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas. Além disso, é referência em atendimento ambulatorial dos casos renais crônicos em fase pré-dialítica. “Não existe fila de espera para hemodiálise no momento, embora, pela alta demanda de pacientes, o MPHU projeta a expansão da clínica de hemodiálise”, ressalta o nefrologista

A hemodiálise

Um procedimento em que a máquina limpa e filtra o sangue, ou seja, faz a parte do trabalho que um rim doente não pode fazer. A hemodiálise é uma forma de Terapia Renal Substitutiva. “Os pacientes que iniciam a hemodiálise são aqueles que chegam ao hospital tanto por uma Unidade de Pronto Atendimento com alguma urgência dialítica (muitos pacientes, infelizmente, descobrem a doença renal crônica somente nesse momento) como aqueles que já fazem acompanhamento ambulatorial por doença renal crônica e que acabam evoluindo a uma falência renal (geralmente menos de 10% de funcionamento renal, quando os sintomas não são mais tratáveis com medicamentos e dieta)”, explica o nefrologista.

Ainda segundo o coordenador, o paciente passa a apresentar sintomas, como excesso de líquido acumulado, aumento de potássio e acidez no sangue, além de náuseas, vômitos, fraqueza e perda de apetite causados pela ureia alta não filtrada pelos rins. “E como a doença renal crônica dá muito poucos sintomas, mais de 70% dos pacientes descobrem já em fase terminal, onde o único tratamento acaba sendo a hemodiálise ou a diálise peritoneal ou o transplante. Por isso, a importância da prevenção e dos exames de rotina”, destaca o médico.

Destaque na mídia

O trabalho do MPHU também foi reconhecido pelo secretário Municipal de Saúde, Iraci Neto, em entrevista ao Jornal da Manhã. “Iraci enalteceu também a estrutura do MPHU e o apontou como modelo, sendo o único hospital do Estado de Minas Gerais já adequado à nova portaria do Ministério da Saúde (MS) para Terapia Renal Substitutiva (TRS), emitida em 7 de junho de 2018”, cita a matéria.

Para o nefrologista, Fabiano, esse reconhecimento é de muita importância. “Isso atesta toda a qualidade do MPHU no tratamento do doente renal crônico, já há 5 anos, desde os ambulatórios de prevenção e de pré-diálise até o transplante renal, passando também pela hemodiálise”, enaltece.

Veja o link da matéria: JORNAL DA MANHÃ