ACONTECE NO MPHU

Escolha do parto adequado preserva a segurança da mãe e do bebê

03/09/20

Descobrir a segunda gestação foi uma surpresa para a funcionária pública, Joyce Nascimento. Mãe de três filhos, sendo a primeira não gerada por ela, viu na gravidez de Rafaela a oportunidade de realizar o parto que tanto queria, o normal. A vontade de Joyce, no entanto, não representa a da maioria. Dados da Agência Nacional de Saúde (ANS) apontam que 84,6% dos partos são feitos por cesariana na saúde suplementar. Por isso, Joyce expressou sua vontade desde o começo e procurou um acompanhamento obstétrico para receber todas as orientações e procedimentos seguros para o parto, realizado no Mário Palmério Hospital Universitário.

Mesmo com a escolha em mente, Joyce sempre considerou que era necessária uma observação constante das condições dela e do bebê para entender qual o parto adequado.  “Desde que fosse possível e não houvesse nenhuma intercorrência durante a gestação, claro. Minha vontade foi acolhida pela médica Ana Carolina Mota de Sousa com muita responsabilidade. Fomos caminhando então com o pré-natal”, conta.

Ao chegar à 41ª semana de gestação, Joyce foi orientada sobre quais os procedimentos seguros para o parto. “Nossa escolha foi a indução, mesmo sabendo que o resultado poderia ser uma cesariana, já que haviam outros fatores que poderiam inviabilizar o parto normal.  Durante todo o período de indução, fui muito bem orientada e monitorada. Rafaela veio ao mundo cheia de saúde, com um choro muito forte. Foi lindamente entregue a mim no momento em que nasceu, mamando na primeira hora, ainda com o cordão pulsando. Chego a ficar emocionada novamente só de lembrar esse dia”, compartilha.

Além de Rafaela, agora caçula da família, Joyce tem mais dois filhos. “Minha primogênita se chama Isabela e tem onze anos. Ela não foi gerada por mim, mas desde seus seis meses de vida tem sido nossa alegria. Meu segundo filho é o Théo, hoje com quatro anos e meio. Ele foi muito planejado e esperado por nós e veio ao mundo através de uma cesariana eletiva, devido à ansiedade da mamãe”, continua.

Para ela, a experiência da segunda gestação foi incrível, tanto em superação como entrega “Não seria possível sem a equipe que nos acolheu. A começar a médica que sempre me encorajou e estava pronta para tirar todas as dúvidas, com um atendimento humano e empático.  A equipe de enfermagem do hospital, que foi um show à parte, desde nossa internação até a alta, sem esquecer de toda a equipe de colaboradores do hospital, as copeiras, equipe de limpeza, administrativa. Sempre muito solícitos e simpáticos.

Para a obstetra Karina Sousa Lopes, a ginecologia e obstetrícia se refere à preocupação com a saúde da mulher em várias fases da vida. “É uma área que passa por momentos marcantes, como, por exemplo, o período gestacional, o parto e o puerpério. Esse momento, caracterizado por medos e incertezas, é também de expectativas e muitas alegrias”, esclarece a ginecologista do Mário Palmério Hospital Universitário.

A médica completa que as gestantes precisam de acompanhamento para que seja determinado a melhor abordagem para o nascimento do bebê. “Com certeza, a avaliação do bem-estar materno e fetal, com a segurança adequada, é a chave para a decisão da via de parto.”

Obstetrícia MPHU

O Mário Palmério Hospital Universitário é um hospital de ensino, vinculado à Universidade de Uberaba, destinado ao atendimento da população de Uberaba e região. Ele abrange todas as áreas de atendimento, dentre elas a ginecologia e obstetrícia. “Entendendo justamente esse momento tão importante para a mulher, o MPHU se propõe a trabalhar no intuito de acolher a paciente que vive essa mistura de sentimentos da melhor forma possível, propondo um trabalho com equipe especializada e humanizada”, continua.

O Hospital oferece pronto-atendimento ginecológico para as mulheres não gestantes e obstétricos por 24 horas, com atendimentos especializados. “A equipe conta com profissionais aptos para o atendimento e especialistas na condução do trabalho de parto seguro e humanizado, respeitando a vontade da gestante, mas, é claro, preservando, também, a segurança dela e do bebê”. Pontua.

O MPHU possibilita ainda a vigilância fetal adequada, com sonar e cardiografia dentro do centro obstétrico. “Também, a possibilidade de banhos mornos e relaxantes, que são um excelente método natural de alívio de dor, além do auxílio com bolas suíças, que ajudam na evolução do trabalho de parto. Tudo isso acontece no centro obstétrico, local específico para partos, separado do centro cirúrgico, onde acontecem as demais cirurgias do Hospital. Isso proporciona maior segurança à condução tanto do parto normal, quanto das cesarianas.”

Todo o cuidado reflete na diminuição de morbi-mortalidade materna e fetal, em emergências. “A equipe de enfermagem está apta a acolher a parturiente com conceitos de humanidade ímpares. A presença das doulas, enfermeiras obstétricas e demais profissionais de apoio ao trabalho de parto é uma constante, salvo apenas o contexto mundial da pandemia pela covid-19. Após o nascimento, a “golden hour” tão desejada pela mamãe recém-nascida é estimulada através do contato pele a pele e amamentação, o que aumenta o laço de amor entre mãe e recém-nascido. Participa ainda do seguimento puerperal mediato as equipes de fonoaudiologia e a oftalmologia, que fazem avaliação do recém-nascido nas primeiras horas de vida. Portanto, equipe multidisciplinar especializada completa, extremamente capacitada e apta a receber as pacientes de forma acolhedora e humana no melhor momento de suas vidas”, finaliza.

Novo espaço

Para que a experiência da gestante seja ainda mais marcante, o MPHU, destinou, recentemente um novo espaço para a condução ou indução do trabalho de parto, individualizado, o Espaço Vida. Ele é composto por uma paleta de cor rosa, que representa a obstetrícia no hospital e poltronas confortáveis, onde é possível que sejam utilizadas medidas não farmacológicas para o alívio da dor e tranquilidade das mães.